30/11/2011
A Realidade da “Teoria do Funil”
A Estatística é uma parte da Matemática que tem se mostrado de grande utilidade na mensuração de fenômenos sociais e a correta avaliação dos dados que fornece permite chegar a conclusões definitivas e predições acertadas sobre muitos dos detalhes de nossa vida quotidiana.
Analisado as inúmeras variáveis e os conjuntos numéricos obtidos em nossa atividade de recuperação de créditos têm concluído que a quantidade de valores recuperados será sempre diretamente proporcional às facilidades oferecidas. Ou seja, é possível recuperar muito mais oferecendo mais descontos, abatimentos e parcelamentos.
A estatística não dá margem à controvérsia. Aponta para a realidade de que, em qualquer atividade de Crédito um percentual significativo jamais será recuperado. Longe de oferecer rendição, cumpre-nos introduzir variáveis que limitem este percentual ao mínimo possível.
De um lado, impondo condições rígidas e verificações cadastrais precisas no momento da concessão do crédito, estabelecendo taxas de juros e prazos suportáveis pelo mercado. Noutra ponta revendo os critérios iniciais e reconhecendo que o Cliente superestimou sua capacidade de cumprir o compromisso ou foi vítima de fatos alheios à sua vontade, estabelecendo novos valores, prazos e condições para renegociação da dívida, segundo uma situação inteiramente nova que se nos apresenta.
Assim, podemos sugerir a “Teoria do Funil”.
Nela, dentro de um universo qualquer de Clientes, uma quantidade majoritária corresponde à expectativa inicial, quitando seus compromissos com relativa assiduidade. Uma parcela minoritária corresponde apenas sob pressão e uma parte significativa não corresponde em absoluto.
Identificando as variáveis que determinaram os resultados negativos, e oferecendo condições mais adequadas à recuperação retiramos a pressão que afunila o processo de recuperação.