17/09/2026
O Fed elevou, em linha com as expectativas, os juros dos EUA para a faixa de 3,75% a 4,00%.
A autoridade monetária reabriu o ciclo de alta de juros após os cortes realizados no final de 2024 e também no final de 2025.
O movimento reflete os dados de inflação, as expectativas e também o ambiente marcado por incertezas geopolíticas.
Cabe notar que a decisão foi unânime, o que surpreende dada a posição recente de alguns membros, refletindo uma mudança importante na composição do Comitê, em favor de membros mais hawkish.
Na terceira reunião sob a liderança de Kevin Warsh, o novo chairman do Fed, o comunicado oficial segue mais brando e curto do que o observado na última década.
O Comitê também divulgou a atualização dos chamados “dots”, que representam a projeção individual de cada membro para os juros à frente. Diferentemente de junho, a mediana do FOMC agora aponta para novas altas de juros.
Como não enxergamos riscos evidentes para o crescimento e para o mercado de trabalho, além do fato de as expectativas de inflação seguirem elevadas, esperamos novas altas de juros no final deste ano e no início do próximo.
A evolução desse cenário continua relevante para o setor corporativo e para os investidores de renda fixa, pois indica que ainda há riscos de elevação dos juros, ainda que boa parte desse movimento já esteja relativamente precificada.
A decisão reforça nossa expectativa de que a agenda macro manterá os EUA no centro das atenções. As alocações internacionais continuarão convivendo com taxas de juros mais elevadas, enquanto o crescimento sólido continua abrindo espaço para investimentos em empresas americanas por diversos canais.