Igor Charello InvestSmart l XP

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Assessor de Investimentos | InvestSmart XP

Atuação com clientes de alta renda e empresários, estruturando investimentos, proteção patrimonial e decisões financeiras de longo prazo.

26/08/2026

Tem dia que o mercado parece escolher um assunto para discutir. Hoje ele escolheu três.
Inflação, Nvidia e tarifaço.

Às 9h30 sai o PCE americano, o principal indicador de inflação acompanhado pelo Fed.

Algumas horas depois, a Nvidia divulga seus resultados.

E aqui está o ponto que considero mais interessante:

A Nvidia vale mais de US$ 5 trilhões.

Ou seja, o resultado de uma única empresa já tem capacidade de mexer com o humor do mercado inteiro.

O consenso espera receita de cerca de US$ 92 bilhões.

Se os números vierem fortes, a tese de inteligência artificial ganha mais combustível.

Mas se a empresa mostrar desaceleração ou fizer uma projeção mais conservadora, pode acontecer exatamente o contrário.

Ao mesmo tempo, o mercado está olhando para o PCE.
Inflação mais baixa aumenta a possibilidade de flexibilização monetária. Inflação mais resistente mantém os juros pressionados.

E ainda temos o Brasil negociando com os EUA.

Lula conversou com Trump e os dois países marcaram uma nova reunião para segunda-feira para discutir o tarifaço.

Enquanto isso, a arrecadação federal bateu recorde em julho: R$ 289,3 bilhões.

Mas existe um detalhe que merece atenção: arrecadar mais não signif**a necessariamente melhorar a situação fiscal.

Os gastos financeiros do governo também cresceram bastante.

E, para completar o cenário, a Justiça do Rio decretou a falência da Oi.

Ou seja: hoje temos um daqueles dias em que vale mais entender o que está por trás dos números do que simplesmente acompanhar se a bolsa abriu no positivo ou negativo.

Minha pergunta para você:

Se tivesse que escolher apenas um para acompanhar hoje, você f**aria de olho no PCE ou no resultado da Nvidia?

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

25/08/2026

O mercado começa a semana positivo. Mas eu f**aria de olho mesmo é na quarta-feira.

S&P futuro sobe 0,51%, Nasdaq 0,95% e Dow Jones 0,49%.

Até aqui, tudo tranquilo.

O problema é que quarta-feira concentra uma combinação pouco comum de eventos importantes.

Sai o PCE de julho, principal indicador de inflação acompanhado pelo Fed.

A Nvidia divulga resultado.

E começa o simpósio de Jackson Hole, que costuma trazer pistas importantes sobre os próximos passos da política monetária americana.

Por que isso importa?

Porque o mercado está tentando responder uma pergunta bastante simples:

os juros americanos vão conseguir cair sem que a inflação volte a acelerar?

Se o PCE vier comportado e a Nvidia continuar entregando crescimento forte, podemos ter um ambiente mais favorável para as bolsas.

Mas se a inflação surpreender para cima, enquanto os juros longos continuam elevados, o cenário muda rapidamente.

Enquanto isso, tem outro movimento que chama atenção.

Ouro em US$ 4.677 e Bitcoin acima de US$ 80 mil.

Dois ativos bastante diferentes, mas que estão subindo em um contexto parecido: dólar mais fraco, dívida americana acima de US$ 40 trilhões e aumento das incertezas geopolíticas.

No Brasil, os Estados Unidos também estão olhando para um tema estratégico: minerais críticos.

O governo americano está aportando US$ 250 milhões para viabilizar a compra da Serra Verde, mineradora brasileira de terras raras.

Isso mostra como a disputa tecnológica entre EUA e China está começando a afetar diretamente empresas e ativos brasileiros.

Minha leitura para a semana: não é hora de olhar apenas para o índice.

Juros, inflação, tecnologia, commodities e geopolítica estão cada vez mais conectados.

E quarta-feira pode ser um bom exemplo disso.

Igor Charello
Assessor de investimentos

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

24/08/2026
24/08/2026

Se você acompanha investimentos, marque a quarta-feira no calendário.

Não é exagero dizer que podemos ter um dos dias mais importantes de agosto para os mercados.

Na quarta-feira saem três informações relevantes:
PCE dos EUA + resultado da Nvidia + discurso em Jackson Hole.

Cada um mexe com uma parte diferente do mercado.
O PCE pode alterar as expectativas para os juros americanos.

A Nvidia pode mostrar se o enorme ciclo de investimentos em inteligência artificial continua entregando resultados.

E o discurso em Jackson Hole pode trazer pistas sobre o caminho da política monetária americana.

Enquanto isso, existe uma informação que considero particularmente interessante.

O ouro voltou para a máxima de três meses.

Isso acontece enquanto a dívida americana já ultrapassou US$ 40 trilhões e o dólar permanece enfraquecido.

Não signif**a, isoladamente, que o mercado esteja "prevendo uma crise".

Mas mostra que os investidores estão dando mais atenção a questões como dívida, inflação, juros e risco geopolítico.

No Brasil, a discussão fiscal continua sendo importante.

Em 2027, cerca de R$ 1,8 trilhão em dívida pública terá de ser refinanciado, com mais da metade dos vencimentos concentrados no primeiro semestre.

Por isso, a semana começa tranquila, mas termina com vários pontos de interrogação.

E, para quem investe pensando no longo prazo, acompanhar esses movimentos é mais importante do que tentar adivinhar se a Bolsa vai subir ou cair amanhã.

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

21/08/2026

A Bolsa caiu nesta semana. E talvez o motivo mais importante não esteja na Bolsa.

O S&P 500 caiu 1,9% na semana.

O Nasdaq, 2,5%.

Depois de três semanas seguidas de alta, o mercado finalmente encontrou resistência.

O motivo?

Juros longos elevados, petróleo acima de US$ 93, inflação e tensão geopolítica.

E isso traz uma lição interessante para quem acompanha investimentos:

O preço de uma ação não depende apenas do resultado da empresa.

Quando os juros sobem, o custo do dinheiro aumenta e o valor que o mercado está disposto a pagar pelos ativos pode mudar.

Agora temos uma situação curiosa no Brasil.

A economia está desacelerando, o que pode abrir espaço para cortes da Selic.

Mas o quadro fiscal continua pressionado.

Então temos dois movimentos acontecendo ao mesmo tempo:

Economia mais fraca → favorece queda dos juros.

Fiscal mais pressionado → dificulta uma queda mais agressiva.

É justamente esse tipo de conflito que costuma deixar o mercado mais volátil.

Hoje, os PMIs de agosto ajudam a mostrar para onde a atividade econômica está caminhando.

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

20/08/2026

Tem um número que pouca gente está comentando: US$ 40 trilhões.

Essa é a dívida do governo dos Estados Unidos depois de ultrapassar, pela primeira vez, essa marca.

Ao mesmo tempo, o petróleo voltou a passar dos US$ 93 e os juros dos títulos americanos de longo prazo continuam elevados.

E o que isso tem a ver com quem investe?
Bastante.

Quando os juros longos sobem, o dinheiro f**a mais caro no mundo inteiro.

Empresas precisam pagar mais para se financiar.

O valor presente dos investimentos muda.

O crédito f**a mais caro.

E os bancos centrais ganham menos espaço para cortar juros.

Agora acrescente petróleo mais caro a essa equação.
Se energia continua subindo, a inflação pode permanecer pressionada por mais tempo.

É por isso que, em alguns momentos, olhar apenas para a Bolsa pode esconder o que realmente está movimentando os mercados.

Hoje, eu f**aria de olho principalmente em três coisas: petróleo, Treasury americano e resultado do Walmart.

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

19/08/2026

Você percebeu que os juros estão subindo no mundo inteiro?

Estados Unidos.

Japão.

Alemanha.

Todos estão registrando níveis que não eram vistos há muitos anos.

Ao mesmo tempo, o petróleo já ultrapassou US$ 91.
Quando os juros sobem e a energia f**a mais cara, os impactos chegam rapidamente à economia real:

• Crédito mais caro.

• Empresas mais endividadas.

• Consumo mais fraco.

• Mais pressão sobre a inflação.

No Brasil, os efeitos já começam a aparecer com o aumento da inadimplência e das recuperações judiciais.

A pergunta é:

Você acredita que os bancos centrais conseguirão controlar a inflação sem desacelerar ainda mais a economia?

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

14/08/2026

Enquanto a Bolsa americana bate recordes, o dinheiro está saindo do Brasil.

O investidor estrangeiro retirou R$ 4,7 bilhões da B3 em apenas um dia, o maior volume desde 2021.

Ao mesmo tempo, o S&P 500 renovou sua máxima histórica pela terceira semana consecutiva.

Isso signif**a que o Brasil está ruim?

Não necessariamente.

Mas signif**a que o mercado está exigindo um prêmio maior para investir no país.

Você acredita que o cenário eleitoral terá impacto nos seus investimentos nos próximos meses?

13/08/2026

Mercado financeiro: o que está movimentando os investimentos hoje?

Os investidores acompanham dois temas importantes nesta quinta-feira:

A divulgação da inflação ao produtor nos Estados Unidos.

A escalada das tensões no Oriente Médio, que mantém o petróleo próximo dos US$ 90.

No Brasil, a aprovação da desoneração dos combustíveis e as discussões sobre o cenário fiscal também estão no radar.

Será um dia importante para entender os próximos movimentos dos mercados.

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

12/08/2026

Morning Call | 12/08

O principal evento do mercado nesta quarta-feira acontece às 9h30: a divulgação do CPI de julho nos Estados Unidos.

O dado ganha ainda mais importância depois do Payroll fraco divulgado na semana passada. Se a inflação continuar comportada, aumenta o espaço para uma política monetária menos restritiva. Se vier acima do esperado, os juros podem voltar a pressionar os mercados.

Ao mesmo tempo, o petróleo voltou a subir e o Brent se aproxima dos US$ 90 após novos episódios de tensão no Oriente Médio.

É justamente essa combinação que merece atenção: economia americana desacelerando, mas energia pressionando a inflação.

No Brasil, o fluxo estrangeiro também preocupa. Investidores internacionais retiraram R$ 5,55 bilhões da B3 em agosto até a semana passada, e o JP Morgan reduziu sua recomendação para a bolsa brasileira.

Hoje, portanto, o mercado estará especialmente atento ao CPI das 9h30.

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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