05/08/2026
Selic cai pela quarta vez seguida; mercado imobiliário espera crédito mais barato
Por
Rony Meneses
5 de agosto de 2026
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano trouxe uma nova dose de otimismo para o mercado imobiliário brasileiro. O corte de 0,25 ponto percentual, anunciado nesta quarta-feira (5), representa a quarta redução consecutiva da taxa básica de juros e reforça a expectativa de que o crédito imobiliário possa se tornar mais acessível nos próximos meses. A decisão foi unânime e já era esperada pela maior parte do mercado financeiro.
Embora a redução seja vista como positiva, especialistas do setor destacam que seus efeitos não costumam aparecer de forma imediata. Os juros dos financiamentos imobiliários dependem não apenas da Selic, mas também do custo de captação dos bancos, da disponibilidade de recursos da poupança (SBPE) e do FGTS, do risco de inadimplência e das perspectivas para a inflação.Mesmo assim, cada redução da taxa básica melhora o ambiente econômico e aumenta a confiança de consumidores e investidores, fatores que costumam favorecer a compra de imóveis e o lançamento de novos empreendimentos.
Construção civil vê avanço, mas pede continuidade dos cortes
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) classificou a decisão do Banco Central como um passo importante, mas defende que o ciclo de redução dos juros continue.
Segundo o presidente da entidade, Eduardo Aroeira, a manutenção de juros elevados ainda limita investimentos, encarece o crédito e dificulta o acesso das famílias ao financiamento imobiliário.
Na avaliação da CBIC, um ambiente de juros em um patamar de um dígito seria historicamente mais favorável para estimular a construção civil, ampliar os investimentos privados e impulsionar o mercado imobiliário.
A economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, também avalia que a continuidade da queda da Selic será fundamental para fortalecer o crescimento econômico, embora as projeções atuais ainda indiquem um processo gradual de redução dos juros.