27/03/2024
O seguro tem alguns termos chave que podem parecer confusos à primeira vista, mas são fáceis de entender. O principal é a apólice, o documento emitido pela seguradora que formaliza a cobertura contratada.
O prêmio, ao contrário do que muitos pensam, é diferente da indenização. O prêmio é o valor que o cliente paga à seguradora para ter direito ao seguro, enquanto a indenização é o pagamento que a seguradora faz ao cliente caso o seguro precise ser acionado.
Para receber a indenização, o cliente precisa abrir um sinistro, que nada mais é que o registro da ocorrência de um risco coberto pelo seguro — uma colisão ou o roubo do veículo, por exemplo — durante o período de vigência da apólice.
A franquia é o valor (fixo ou percentual) que o cliente vai pagar quando há um sinistro, uma coparticipação do segurado. Ela é definida na apólice e geralmente é paga em caso de colisão que não resulte na perda total do veículo (em caso de perda total ou roubo, a seguradora paga a indenização sem que o cliente precise arcar com a franquia).
Se o valor do prejuízo de um determinado sinistro (ocorrência) não superar o valor da franquia, a seguradora não indenizará o segurado (até porque faz mais sentido a pessoa pagar pelo conserto por conta própria do que a franquia, que será mais cara).
Um exemplo: você tem um carro que custa R$ 90 mil e pagou R$ 2,5 mil por um seguro (prêmio) de um ano, cuja franquia é de R$ 7 mil. Se você sofrer um acidente na estrada e bater a frente do veículo, será necessário registrar o sinistro junto à seguradora. Se o valor do conserto for menor que os R$ 7 mil da franquia, você terá de pagar o conserto do próprio bolso e não será indenizado. Caso o conserto fique em R$ 15 mil, você vai pagar os R$ 7 mil da franquia e a seguradora vai arcar com a diferença.
Há ainda o endosso, que é uma alteração na apólice, e a vistoria. O endosso pode ser feito a qualquer momento e pode resultar em um acréscimo ou desconto no valor do prêmio. Já a vistoria é um procedimento feito pela seguradora para verificar se o veículo para o qual a apólice está sendo contratada não tem nenhum problema (já está batido, por exemplo) e evitar possíveis fraudes.