22/10/2021
O assunto Teto de Gastos ganhou destaque nos últimos dias, quando o governo anunciou que o extrapolaria em mais de R$30 bilhões, com objetivo de custear o programa social Auxílio Brasil.
O programa seria um substituto do Bolsa Família, oferecendo um valor de R$ 400 reais a cada família cadastrada e, para ser realizado, o ministro Paulo Guedes confirmou na última quarta-feira (20/10) que acionaria um “Waiver” - uma espécie de licença para o gasto extraordinário.
🔸 E como isso afeta o mercado?
O Teto de Gastos, que surgiu em 2016 na gestão de Temer/Meirelles, tem o intuito de passar confiança para os investidores do mundo ao demonstrar o compromisso do Brasil com as contas públicas. Como esses investidores financiam a dívida pública, o governo cria um compromisso de não gastar mais do que o valor determinado e reajustado anualmente pelo IPCA.
Quando um governo aciona uma medida como o “Waiver”, o mercado entende como uma quebra de confiança, já que ele está gastando mais do que o valor com o qual havia se comprometido.
Os investidores vendem seus ativos, levando o dinheiro para fora do país e elevando a taxa de câmbio. Isso causa um aumento do valor dos produtos e insumos importados, promovendo uma pressão inflacionária que diminui o poder de compra daqueles que mais precisam, as classes mais baixas.
- Nosso compromisso é com seu futuro.