12/02/2026
Entram clientes. Saem clientes.
Mudam os rostos, as idades, os carros…
As DESCULPAS , não.
São sempre as mesmas.
Quase com a mesma entonação.
Quase com o mesmo orgulho disfarçado de prudência.
— “Agora não dá.”
— “Mais pra frente eu vejo.”
— “Sou jovem.”
— “Nunca precisei disso.”
— “Deus me protege.”
Quem é bom em DESCULPAS , raramente é bom em mais alguma coisa.
Porque a DESCULPA é confortável.
Ela alivia o hoje.
E condena o amanhã.
Pouca gente sabe, mas “DESCULPA” vem do latim excusare.
Significa tirar a culpa de si e jogar para fora.
Ou seja: a responsabilidade nunca é minha.
É do tempo.
Do governo.
Do azar.
Do corretor insistente.
O problema é que o imprevisto não aceita DESCULPAS.
Ele não negocia.
COM ELAS OU SEM ELAS…
Ele simplesmente chega…
E senta na sua sala.
Talvez peça dois dedinhos de café enquanto assiste seu desespero.
Amigo, amiga…
DESCULPAS fazem o presente mais leve.
E o futuro mais pesado.
Razões constroem.
DESCULPAS explicam ruínas.
O seguro não existe porque algo vai dar errado.
Ele existe porque, quando der, não haverá tempo para suas explicações.
Ou você se antecipa ao imprevisto… ou será EDUCADO por ele.
E a vida, pequeno gafanhoto, não tem nenhuma delicadeza ao ensinar.