16/05/2024
Com a catástrofe climática no Rio Grande do Sul, em que a água invadiu casas e fez muitas pessoas perderem tudo, as seguradoras já registram aumento de acionamentos de sinistro. No entanto, nem todos os seguros residenciais contemplam proteção para alagamentos, e essa cobertura costuma ter que ser contratada à parte.
Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), no país há 12,7 milhões de lares com seguro contratado, o que equivale a 17% das casas e apartamentos do país. Desse total, menos de 1% tem cobertura para alagamentos.
Segundo José Varanda, coordenador de Graduações da Escola de Negócios e Seguros (ENS), a maioria das apólices contempla apenas danos decorrentes de incêndio, raio ou explosão. Coberturas para inundações (quando há o transbordamento de algum rio navegável) ou alagamentos (enchentes provocadas por chuvas ou outros fatores), em geral, precisam ser contratadas à parte.
Dependendo das coberturas contratadas e do perfil do risco, o custo médio por ano do seguro residencial é de cerca de R$ 600, de acordo com a FenSeg. Pessoas que vivem em regiões com um histórico maior de incidência de alagamentos, por exemplo, podem ter de pagar mais.
Como acionar?
Em geral, as seguradoras contam com diversos canais de comunicação. Devido à situação no Rio Grande do Sul, as seguradoras estão montando forças-tarefas no local para monitorar segurados e proporcionar o auxílio necessário com agilidade.
Ao fazer a comunicação, é necessário explicar detalhadamente os prejuízos ao atendente. É recomendado conservar os vestígios deixados no local até o momento da vistoria, que costuma ser agendada em um prazo curto.
Durante a visita dos técnicos, se a pessoa já tiver orçamentos para reparo ou reposição do bem, bem como comprovantes de que possuía os bens sinistrados, ou um laudo técnico em caso de perda total, o ressarcimento pode ser agilizado.
O terceiro passo é o envio de documentos, que costuma ter prazo de até 90 dias. O segurado deve separar:
RG e CPF
comprovante de residência
número da apólice
Durante a análise do sinistro, alguma outra documentação complementar pode ser solicitada.
Fonte: https://www.segurocatarinense.com.br/