15/08/2026
Guilherme Vieira, CEA | Consultor de Investimentos Eleições podem gerar incerteza. O problema começa quando o investidor transforma essa preocupação em uma tentativa de prever o mercado.
O estudo simulou uma estratégia em que o investidor saía da carteira antes das eleições, permanecia no CDI e retornava depois do segundo turno.
Na média das seis eleições analisadas, permanecer no IBRX gerou retorno de 4,22% nessa janela. Sair e voltar entregou 2,79%.
Outra simulação partiu de R$ 100 mil investidos em 2006. Em todos os cinco perfis analisados, quem manteve a estratégia chegou a 2025 com um patrimônio maior.
Na carteira agressiva, a diferença acumulada foi de R$ 211 mil, antes de impostos e custos de operação.
Isso não signif**a que permanecer investido sempre produzirá o melhor resultado. Mostra como é difícil acertar os dois momentos necessários: quando sair e quando voltar.
Além disso, nossa preferência política pode alterar a percepção de risco.
Um estudo publicado no Journal of Financial Markets mostrou que as pessoas tendem a enxergar o mercado como menos arriscado quando o partido com o qual se identif**am está no poder.
A carteira pode continuar igual. O que muda é a forma como o investidor interpreta o cenário.
É nesse momento que o planejamento e o acompanhamento de um consultor podem ajudar. Não para prever a eleição, mas para evitar que uma decisão emocional prejudique objetivos de longo prazo.
Você consegue separar sua opinião política das decisões de investimento?
Fonte dos dados: Eleições geram ruídos, mas devem guiar decisões de investimentos? Portfel, com dados da ComDinheiro, de 2000 a 2025.
Fonte comportamental: Political Climate, Optimism, and Investment Decisions. Bonaparte, Kumar e Page. Journal of Financial Markets, 2017.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1386418117301155
Resultados históricos não garantem resultados futuros.