29/10/2014
Brasileiros se preocupam com futuro, mas não se protegem financeiramente.
Grande parte dos brasileiros se preocupa com situações imprevisíveis, mas somente 31% tomam algum atitude para se precaver financeiramente diante dos imprevistos. É o que mostra uma pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), conduzida pelo Instituto Ipsos, com 1.500 pessoas das cinco regiões do país, de todas as classes sociais. Segundo o levantamento, divulgado hoje, a maioria dos entrevistados (66%) diz não adotar nenhuma ação financeira para preparar para adversidades.
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Entre o grupo de pessoas que se previne contra imprevistos, 35% contratam seguros como instrumento de proteção. “Em geral, são pessoas bancarizadas”, diz Osvaldo do Nascimento, vice-presidente da FenaPrevi. Não ter renda disponível é a principal dificuldade para adquirir uma apólice de seguro apontada por 53% dos ouvidos. “Conforme a pesquisa indica, no contexto da média do orçamento familiar brasileiro, o seguro ainda é um item de proteção financeira inacessível”, aponta.
Apenas 18% da população têm algum seguro pessoal
A modalidade com maior penetração entre os brasileiros é o seguro funeral (11%), que cobre despesas com sepultamento e outros procedimentos em caso de falecimento do segurado. O segundo tipo mais contratado é o seguro por morte, apontado por 8% dos entrevistados. Já os seguros de acidentes pessoais e por invalidez ocupam a terceira colocação com 4% de penetração cada, de acordo com a pesquisa. O grande problema é o seguro ainda estar associado à morte, sendo que existem outras coberturas inclusas.
Para se ter uma ideia, embora 96% das pessoas declarem ter ouvido falar sobre seguro de pessoas, 64% não conseguem apontar os benefícios dos produtos. Segundo Nascimento, a FenaPrevi está trabalhando em um jogo que ajudará as pessoas a conhecer melhor os tipos de coberturas, as proteções garantidas pelo seguro de pessoas. O projeto, em andamento, é feito em parceria com empresas.
Ainda segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados não se preocupam com imprevistos porque dizem não pensar nessas situações. Outros 8% apontam que só se preocupam na hora em que as coisas acontecem.