GASTRONOMIA, UMA LINGUAGEM EXPRESSIVA DA CULTURA ANAPOLINA
Uma das principais características da formação sócio econômica de Anápolis resulta de sua posição geográfica no coração do Brasil, moldando-a como centro urbano dinâmico e integrador de todas as regiões, estruturado sobre entroncamentos rodoviários, ferroviários e aeroviários. Desde as entradas e bandeiras, cruzada por estradas reais e imp
eriais, a região onde se localiza o município anapolino recebeu viajantes, tropas e boiadas nas sedes de fazendas que ofereciam como principal atrativo o aprazível clima do planalto e suas águas cristalinas. Da capital da Província Villa Boa de Goyaz, passando por Meia Ponte(Pirenópolis) até a Villa de Paracatu do Príncipe, depois do Rio São Marcos, já nas Minas Gerais, corriam ouro e notícias das gentes do interior brasileiro. E os temperos e ingredientes que compunham matulas e farnéis levados nas viagens pelos sertões, acrescidos dos vagões de receitas que chegaram pela estrada de ferro a partir de 1935 e de multiprocedentes regionalismos culinários aportados pelas BRs com a construção da capital federal Brasília, amalgamaram a identidade de sabores e texturas que hoje traduzem a cultura gastronômica anapolina. Entre tantas contribuições que somaram aos cadernos de receitas dos Antenses, é imprescindível reconhecer a influência da personalíssima cozinha mineira, irmã gêmea da cozinha goiana na evolução da base alimentar indígena e afro descendente. Faz se necessário também assinalar a presença da milenar culinária árabe, com seus exóticos sabores introduzidos por uma das maiores colônias sírio-libanesas do Brasil, que para Anápolis imigrou na primeira metade do século 20. Atualmente, o cosmopolitismo trafega por rodovia duplicada, ligando Anápolis a Brasília e Goiânia, inserindo a cidade em um contexto gastronômico regional que oferece opções variadas das cozinhas nacional e internacional.