20/08/2026
CONSUMIDO PELA SAUDADE…
«Onde andarás, meu amor?.. sinto-me tão só...
mas porquê que as coisas têm de ser assim?
Já lá vão três meses e não dás sinal nenhum!
.. estarás morto?
Ah! Quanta saudade
de sentir o teu peito cabeludo
colado aos meus seios tesos
que tanto gostas de beijar
Ouvir-te murmurar palavras sem nexo
ao ver a minha tanga vermelha
que tanto gostas...
aquela tanga que me ofereceste em Abril...
Ah! Quanta vontade
de sentir os teus dedos ásperos
a apertarem-me as nádegas
com aquela virilidade!
Sentir a tua respiração
aumentar de intensidade
ao ritmo da minha língua
a passear-te o corpo depilado...
engolir-te o suor a chover
em todas partes do corpo!
Sentir a tua coisa
a subir e aquecer-se
até ganhar a força convencional
para rasgar-me a horta da vida já molhada...
Sentir o cheiro do teu sémen
invadir-me os pulmões quase sem ar
enquanto continuas a remar
com maior pressão...
enquanto te peço para parares
quando na verdade
o que quero é que não pares nunca mais
Mas que continues a penetrar-me e rasgar-me com violência
uma violência tão doce e divina!
Ah, quanta saudade…!
Emílio José Victoriano