Bismarck Augusto

Bismarck Augusto Consultor, Docente e investigador área de Finanças !

A queda dos preços internacionais do petróleo e o seus efeitos nas financas publicas assim como fiscais e cambias;A qued...
17/12/2025

A queda dos preços internacionais do petróleo e o seus efeitos nas financas publicas assim como fiscais e cambias;

A queda acentuada dos preços internacionais do petróleo pode ter impactos relevantes nas finanças públicas, mas os efeitos variam bastante conforme o perfil económico de cada país (exportador ou importador de petróleo).

- Países exportadores de petróleo o caso de Angola (efeitos tendencialmente negativos)

Para economias fortemente dependentes do petróleo nas receitas do Estado, a descida dos preços pode:

Reduzir receitas fiscais e cambiais

Menor arrecadação de impostos sobre a produção, royalties, dividendos de empresas petrolíferas estatais. Queda nas receitas em moeda estrangeira, pressionando as reservas internacionais.

Aumentar o défice orçamental

Orçamentos públicos costumam ser elaborados com um preço de referência do petróleo; se o preço real ficar abaixo, surge um “buraco” fiscal.
Pode obrigar o Estado a cortar despesas, adiar investimentos públicos ou endividar-se mais.

Pressão sobre a dívida pública

- Menores receitas dificultam o serviço da dívida.
- Se a moeda nacional se desvalorizar, a dívida externa torna-se mais cara.

Risco social e político

Cortes em subsídios, salários públicos ou programas sociais podem gerar instabilidade.

Elaborado por: Bismarck Augusto

12/07/2024

JUDICIALIZAÇÃO DE DÍVIDAS BANCÁRIAS

Exceto consumidores e pequenos empresários, que são leigos em questões financeiras, poucas são as situações em que o judiciário dá razão ao devedor, quando se trata da discussão de dívidas bancárias.

Como vocês devem ter visto nos vídeos que publiquei sobre os 30 anos da HSA, a ideia da fundação da Consultoria surgiu em função de eu ter identificado algumas cobranças de juros ilegais, para não dizer imorais.

Sim, eram cálculos feitos propositalmente de forma errada, não aplicação de juros pró-rata, retenção de valores indevidos, etc, etc.

Uma série de irregularidades e abusividades eram cometidas, porque os executivos financeiros e os Contadores da época não conferiam as contas apresentadas, e nem os valores debitados pelos bancos.

Mas, felizmente, essa triste fase do sistema financeiro já passou.

A maioria dos bancos já não age mais dessa forma. Podem até cobrar juros caros, como de fato cobram, mas cobram honestamente.

Mesmo a famigerada capitalização dos juros já foi legalizada, ainda que tardiamente. Na prática, a capitalização nada mais é que um benefício dado pelo credor ao devedor, refinanciado os juros que ele não pode pagar, ou entendeu por bem refinanciar.

Não é uma imposição da instituição financeira

Ainda há alguns poucos temas para discussões sobre dívidas bancárias, mas seus efeitos financeiros são irrelevantes sobre os montantes das dívidas.

Então, ao judicializar, ou deixar judicializar uma dívida o devedor deve estar ciente de algumas situações:

a) Raramente obterá reduções significativas, por decisão judicial;
b) As chamadas ações revisionais, não impedem os credores de executarem as dívidas;
c) Nas execuções, sobre a parte não depositada em juízo, incidirão juros e multas;
d) Há riscos, e bem sérios, de bloqueios nas contas dos devedores (SISBAJUD), visto que parte da dívida sempre será incontroversa;
e) Em cada execução ou ação perdida, o devedor “ganha” um novo credor, por causa dos honorários de sucumbência (o advogado do credor), que pode variar entre 10% e 20% sobre o valor devido;

Portanto, discutir judicialmente dívidas bancárias com os velhos argumentos de: “capitalização dos juros”; “juros abusivos”; “cobranças indevidas”; “hipossuficiência”, “Código de Defesa do Consumidor”, pode resultar apenas no benefício de ganhar tempo, a um custo bem caro, e desde que os credores não consigam atingir os bens dos devedores.

Porém, o tempo pode ser conseguido através de negociações e, havendo intransigência por parte de alguns credores, pode se buscar medidas protetivas na justiça de forma mais efetiva, fundamentada em fatos econômico-financeiros, e que podem trazer os mesmos resultados de tempo, sem os custos e riscos das medidas protelatórias.

Além da Recuperação Judicial e Extrajudicial, há ferramentas e formas mais modernas e estratégicas que podem apoiar as renegociações com os credores, sem os riscos das velhas estratégias de simples judicialização.

18/03/2024
05/03/2024

Angola simpatiza-se com a ideia de usar moedas alternativas ao Dólar nas transações de comércio exterior, defendida pelo actual governo brasileiro, disse a Ministra das Finanças, Vera Daves.

À margem da cimeira de Ministros de Finanças e governadores de Bancos Centrais do G20, na cidade brasileira de São Paulo, questionada sobre a defesa que o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, faz da adoção de outras moedas como referência para as transações internacionais, Vera Daves afirmou que Angola “simpatiza com a ideia”.

“Devemos explorar sim essas avenidas para diversificar. Da mesma forma como se diversifica a economia, também se deve diversificar o portfólio de moedas para ter resiliência. Quando há um choque de taxa de juros, quando há um choque de taxa de câmbio numa moeda, na relação com uma moeda, temos a outra para fazer contrapeso”, justificou em entrevista exclusiva à Lusa a ministra angolana.

Sobre a escassez de divisas no mercado interno angolano, a Ministra das Finanças considerou que a solução estrutural para o problema é o crescimento e diversificação das fontes de renda.

“Angola basicamente exporta petróleo e as divisas que recebe do petróleo, usa ou para pagar dívida externa, como referi, ou para pagar algumas despesas que tenha também em moedas externas – contratos, prestação de serviço, bens, o que for- em dólares”, destacou.

“Para isso ser menos asfixiante, porque naturalmente vamos ter que continuar a fazer investimentos em infraestruturas e vamos continuar a ter esse conjunto de despesas, temos que encontrar outros bens e serviços de exportação que nos deem acesso a dólares, para além do petróleo. E ainda hoje abordei esse tema com o ministro das Finanças [do Brasil], Fernando Haddad. Conversámos rapidamente e pedimos a ajuda dele”, acrescentou.

Foto: Vera Daves- Ministra das Finanças de Angola

Fonte: RNA

26/02/2024

Comecemos esta semana, com este lembrete!

O desenvolvimento pessoal e crescimento de carreira depende de cada um de nós, dos objetivos traçados, dos nossos sonhos, propósitos e valores; mas depende acima de tudo, do que fazemos e das medidas que tomamos para os alcançar.

Não deleguemos aos outros, a responsabilidade pela concretização dos nossos sonhos e metas!🎯

Boa semana!🍀

11/01/2024

O Governo de João Lourenço prevê no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2024 um aumento dos preços de combustíveis, uma medida impulsionada pelas perspectivas de continuidade de redução das despesas com os subsídios aos combustíveis. Angola e as instituições de Bretton Woods (FMI e Banco Mundial) assinaram um acordo de intenção de redução das despesas com os subsídios aos combustíveis que irá até 2025.

Vem ai mais pressões e aumento da inflação nos bens e serviços na sua generalidade. Os especialistas do Standard Bank Angola estimam uma inflação na ordem de 20%. Notícia para ler a hora do almoço em www.otelegrama.ao

13/11/2023

Segunda a nota enviada ao Economia e Finanças, o ‘calcanhar de Aquiles’ de Angola é atualmente o elevado serviço de dívida do Estado (reembolso de capital mais pagamento de juros), que consome 85% da receita este ano e 97% em 2024. Ainda assim, o Standard Bank estima que Angola consiga “escapar a uma recessão este ano, considerando que, se a produção petrolífera estabilizar nos actuais 1.1 milhão de barris de petróleo por dia, o crescimento anualizado do PIB do sector petrolífero torna-se positivo a partir do terceiro trimestre de 2024”.

08/09/2023

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que o País deve continuar a melhorar a supervisão e a saúde do setor bancário e recomenda ao Banco Nacional de Angola (BNA) que se prepare para a resolução decisiva ou liquidação de bancos problemáticos, protegendo apenas os pequenos depositantes.

A advertência foi dada, esta semana, nas conclusões das primeiras discussões de avaliação pós-financiamento com Angola (PFA), depois de ter concluído, a 22 de Dezembro de 2021, a sexta e última avaliação do Programa de Financiamento Ampliado ou Extended Fund Facility (EFF).

Assim, o FMI sublinha que "é necessário continuar a desenvolver esforços para reforçar a estabilidade financeira", acrescentando que as reformas prudenciais em curso deverão continuar a melhorar a supervisão e a saúde do sector bancário. Entretanto, para salvaguardar a confiança do mercado e reduzir os riscos fiscais, o FMI recomenda que o Fundo de Garantia de Depósitos reforce a sua capacidade financeira e operacional e que o BNA se prepare para a "resolução decisiva ou liquidação de bancos problemáticos", conforme necessário, protegendo apenas os pequenos depositantes.

No documento, a instituição com sede em Washington também reviu em baixa a previsão de crescimento da economia nacional de 3,5% para 0,9%, devido à queda da produção de petróleo, mas considera adequada a capacidade do País pagar à instituição financeira. Segundo o FMI, apesar dos riscos elevados, a capacidade de Angola para reembolsar o Fundo é adequada e os pagamentos aumentarão no médio prazo, atingindo um pico em 2026 e a capacidade de reembolso é "gerível", mesmo num cenário de choque significativo e prolongado.

Medidas para mitigar este choque, incluindo permitir que a taxa de câmbio funcione como um amortecedor de choques e a racionalização de algumas despesas, seriam importantes neste cenário, recomenda a instituição.

Governo deve agir para reverter derrapagem fiscal

O FMI alerta também que o Governo deve continuar a agir rapidamente para reverter a grande derrapagem fiscal de 2022. Para tal, é fundamental implementar plenamente a reforma dos subsídios anunciada em 1 de Junho (com medidas de mitigação para apoiar a população vulnerável).

Paralelamente, as autoridades devem também prosseguir medidas de política fiscal para mobilizar receitas internas não petrolíferas e realizar mais progressos na agenda estrutural fiscal, incluindo reformas na gestão das finanças públicas e na gestão do investimento público. Em conclusão, o FMI adverte que são necessários esforços contínuos para reforçar a governação, melhorar o ambiente de negócios e promover o investimento privado, orientados pelos planos de diversificação das autoridades, bem como políticas macroeconómicas e financeiras reforçadas no âmbito do novo Plano de Desenvolvimento Nacional (2023-27).

08/09/2023

A China decidiu aplicar uma medida proporcional aos Estados Unidos pelas restrições aplicadas a Huawei. Passa a ser proibido o uso de iPhones pelos funcionários públicos, e para além disso, o novo iPhone 15 não será vendido na China. Isso é também um golpe muito duro para a empresa americana porque a China é um grande mercado!

06/09/2023

O Barril de petróleo está 90 usd

O orçamento tinha sido inicialmente feito a $75. Portanto $90 é um preço muito positivo para as receitas do Estado. Consequentemente é positivo para os investimentos necessários na diversificação da economia nacional. Se o preço se aguentar nesse nível até ao final do ano, poderemos sem dúvidas ter um melhor início de 2024.

01/09/2023

Contabilidade Financeira> Passado (histórico)
Contabilidade Analítica > Presente ( Actual)
Contabilidade Orçamental > Futuro( previsional)
Fonte : Contabilidade Financeira Explicada

25/08/2023

‼️ Adesão ao BRICS (PIB):

🇧🇷 Brasil: US$ 2,08 trilhões
🇷🇺 Rússia: US$ 2,06 trilhões
🇮🇳 Índia: US$ 3,74 trilhões
🇨🇳 China: US$ 19,37 trilhões
🇿🇦 África do Sul: US$ 399 bilhões

Novos membros BRICS com efeito no dia 1 de Janeiro de 2024:

🇦🇷 Argentina: US$ 641 bilhões
🇪🇬 Egito: US$ 387 bilhões
🇪🇹 Etiópia: US$ 156 bilhões
🇮🇷 Irão: US$ 367 bilhões
🇸🇦 Arábia Saudita: US$ 1,06 trilhão
🇦🇪 Emirados Árabes Unidos: US$ 499 bilhões

🤯 Total: US$ 30,76 trilhões (30% da economia global)!

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Benguela

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