07/02/2018
QUESTÃO PARA REFLEXÃO:
Os preços das principais commodities, no mercado internacional assistiram uma profunda queda entre 2013 e 2015:
• O barril do petróleo bruto que chegou a ser transaccionado a USD122 em 2013, chegou a atingir o seu mínimo de cerca de USD27 em 2015, o que corresponde a perda de valor em cerca de 76% em 3 anos.
• O carvão mineral que esteve a cerca de USD 99 em 2012, tem uma queda para cerca de USD45 em 2015.
Entre 2016 e 2017 assistiu-se uma melhoria na conjuntura macroeconómica mundial o que levou ao início da recuperação dos preços das principais commodities no mercado internacional. O barril do petróleo bruto que a atingir o seu mínimo de cerca de USD27 em 2015, voltou a apreciar para cerca de USD66,57 no final de 2017, o que corresponde a uma recuperação de cerca de 147% em 2 anos.
A forte recuperação dos preços das commodities no mercado internacional, conjugado com o aumento das quantidades dos principais produtos de exportação de Moçambique (sobretudo o carvão mineral) favoreceram para o crescimento das exportações do país, em 2017, prevendo-se que, pela primeira vez, nos últimos 10 anos, o total das exportações de Moçambique se situem acima de USD 4 bilhões.
Por outro lado, as políticas restritivas do Banco Central permitira manter um controlo rigoroso do lado da procura agregada, conjugado com o fraco nível de Investimento Directo Estrangeiro, influenciaram na redução significativa o nível das importações, descendo da média de cerca de USD7,9 bilhões entre 2012 e 2015, para uma média de cerca de USD4,9 bilhões entre 2016 e 2017.
Na crise, nascem oportunidades ocultas. Moçambique que manteve um nível de défice da sua balança comercial, em média, acima de cerca de USD4.1 bilhões, viu o seu défice a reduzir para cerca de USD0,46 bilhões:
• Importa notar que crónica e contínua balança comercial deficitária reflecte-se na incapacidade de poupança da economia, relativamente ao exterior;
• Superavit na balança comercial, no médio e longo prazo, possibilita a poupança e reflecte-se na capacidade de produção interna e na acumulação de riqueza.
PARA REFLECTIR: Poderá a actual crise vislumbrar uma oportunidade para independência económica, no médio e longo prazo?