11/07/2019
Transcrevi abaixo um trecho sobre a viabilização de abertura de empresas no Brasil, retirado de uma entrevista feita por Ciro Gomes a Eduardo Moreira:
“O custo para as pessoas que não tem os meios de produção, para elas obterem o capital necessário para adquirir os meios de produção, é muito mais alto do que os juros, o rendimento que elas conseguem gerar com o meio de produção. Em números, para pegar um empréstimo o empresário pode pagar cerca de 200% ao ano, e aí entra a pergunta? Em qual negócio ele vai ter um retorno de 200% ao ano?” Traduzindo, isso seria obter um empréstimo de R$ 50 mil, por exemplo, e ao final do ano ter tido uma rentabilidade de R$ 100 mil com o seu negócio, apenas para igualar a taxa do empréstimo com a taxa de rentabilidade do negócio.
Esse percentual é apresentado pelo Eduardo Moreira na entrevista, e pude constatar, por meio de pesquisa, que é próximo à média da taxa de juros ofertada para pessoas físicas, o chamado “crédito pessoal não consignado”, o qual pude calcular com base em tabela fornecida pelo Banco Central, contendo a taxa anualizada de 68 instituições financeiras, no período de 14/06 a 21/06/2019 (fonte: www.bcb.gov.br/estatisticas)
Essa é apenas uma das dificuldades enfrentadas pelos empresários para abrirem e prosperarem em seus negócios. Mesmo assim, dos 6,4 milhões de estabelecimentos existentes no Brasil, 99% são micro e pequenas empresas (MPE), que respondem a cerca de 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado.
https://youtu.be/3WF8sKX9LJQ
Economia, desenvolvimento, distribuição de renda. Ciro Gomes conversa com o economista Eduardo Moreira sobre a situação atual do Brasil e como superar a cris...