Trova 8 foi fundada em 2012 a partir do encontro de aprendizes de humor e direção do processo de formação da SP Escola de Teatro. O grupo é formado essencialmente por integrantes que vieram de cidades do interior de São Paulo para aprender e desenvolver o ofício teatral na capital, portanto desde sua fundação a relação do individuo com a cidade é um tema pungente. Nesses dois anos de existência, v
ivenciamos um rico processo de pesquisa antes de estrear o espetáculo "Metápolis", passando pelos seguintes estudos:
- Máscaras teatrais (mascara neutra, mascara expressiva, commedia dell'arte e palhaço) com Ésio Magalhães do Barracão Teatro;
- Estudos do corpo e acrobacias com Alex Ratton da Cia. Nova Dança 4 e Ronaldo Aguiar dos Doutores da Alegria;
- Estudos do movimento e corpo poético com Daniela Biancardi, Luciana Viacava e Ricardo Napoleão;
- Improvisação com Allan Benatti do Jogando no Quintal;
- Voz com Cadu Witter;
- Palhaço com Bete Dorgam, Suzana Aragão e Caco Mattos. Sempre esteve presente no grupo e em evidencia nos treinamentos dos atores o desejo de trabalhar com um teatro popular ávido por se comunicar com diversos públicos. Através do aprofundamento da nossa relação de artistas com a cidade, do humor, do teatro físico e da música - "Metápolis" é a materialização desse sonho que agora queremos tornar cada vez mais público. Celebração e transformação são palavras fundamentais para entender o teatro a que se propõe a Cia Trova 8. No ano de 2013 recebemos um tema da SP Escola de Teatro como provocação pedagógica para colocar em prática as linguagens estudadas na escola. Nesse momento o grupo cresceu mais um pouco, com a chegada de alguns novos integrantes para a nova montagem que viria. O tema proposto foi “parresia”, um termo grego, retomado mais recentemente pelo pensador Michel Foucualt, que pode ser traduzido como “fala franca”. Mas essa tradução se torna limitadora, mais do que uma fala franca a parresia é uma ação concreta e verdadeira, um falar a verdade publicamente que implica riscos a quem fala, uma fala direcionada de baixo pra cima. Estudando “parresia” começamos a encontrar os temas que achávamos pertinentes e que seriam de fato uma fala franca ao mundo, bem como as formas de como esse tema seria comunicado. Assim chegamos na temática de Metápolis e na opção por montar o espetáculo para lugares alternativos, inclusive a rua.