09/01/2026
Menor inflação desde 2018 e abaixo do teto da meta de 4,50%. Ótima notícia! Mas basta ir ao supermercado ou comprar a lista de materiais escolares para se desanimar e questionar, de forma válida: será que realmente essa inflação é real?
Transporte por aplicativo - 56,08%
Café moído - 35,65%
Chocolate e achocolatado em pó -21,1%
Energia elétrica residencial -12,31%
Correio -12,31%
Lanche -11,35%
Margarina -9,91%
Hospedagem -9,61%
Biscoito - 8,32%
Ensino fundamental -8,21%
Depende. E a explicação para sentirmos mais o peso dos preços no bolso do que o índice parece sugerir está na metodologia de cálculo. O IPCA é uma média ampla que monitora os preços de uma grande cesta de serviços e produtos, em mais de 370 subitens.
Essa cesta de produtos terá diferentes pesos de consumo por família, portanto, a depender da classe social, hábitos e padrão de vida, a sensação de inflação será distinta.
O peso dos alimentos na percepção de inflação geralmente é maior pelo fato de serem itens básicos e perecíveis, mas em 2025 foi a categoria que melhor contribuiu para o IPCA.
Por outro lado, o principal vilão no ano passado foi a energia elétrica residencial, que sozinha respondeu por 0,48 ponto percentual do IPCA. Também figuram entre os vilões os gastos fora de casa.
O agregado de serviços, que ainda preocupa os economistas, acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, enquanto os preços monitorados, como energia e tarifas públicas, avançaram de 4,66% para 5,28%.