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10/08/2016

Veja a opinião do nosso especialista em Inflação Marco Franklin

10/08/2016 08:51:43 - AE NEWS
FERNANDO DANTAS: POR QUE A INFLAÇÃO DE SERVIÇOS PAROU DE CAIR EM MAIO?

Já Marco Antônio Franklin, sócio fundador da Platina Investimentos, no Rio, chama a atenção para uma mudança metodológica no IPCA que pode ter contribuído para a interrupção da queda da inflação de serviços a partir de maio. A alteração afeta dois itens - empregados domésticos e a mão de obra de reparos na habitação, que juntos correspondem a 15,5% da inflação de serviços e a 5,4% do IPCA.

Ambos eram calculados a partir de indicadores salariais contidos na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que foi descontinuada. Assim, a partir de maio, passaram a ser calculados como a variação mensal que, acumulada em 12 meses, corresponde à elevação do salário mínimo do ano anterior - o que dá uma variação fixa de 0,87% por mês até o final do ano. De janeiro a abril, a variação média dos empregados domésticos foi de 0,71%, e a da mão de obras de reparos bem inferior a isto.

Franklin nota que essa mudança metodológica pode estar freando a queda da inflação de serviços este ano, mas pode colaborar para que ela ocorra em 2017. Como o reajuste do salário mínimo em 2017 será cerca de três pontos porcentuais inferior ao de 2016, ele estima que de largada a inflação de serviços cai aproximadamente 0,5 pp no próximo ano, o que significa um recuo de 0,16 pp no IPCA cheio.

07/06/2016

A alta do preço dos alimentos não deve alterar os planos do Banco Central (BC) em termos do esperado ciclo de queda da Selic, de acordo com analistas ouvidos pela coluna.
Marco Franklin, sócio da gestora Platina Investimentos, no Rio, faz um acompanhamento detalhado da produção de grãos e dos fatores climáticos e de mercado que a influenciam. Para ele, a alta dos alimentos prejudica a inflação de 2016, mas até abre espaço para uma queda mais expressiva em 2017.

Nos últimos três meses, ele recapitula, houve aumento de 20% do preço internacional do milho e de quase 35% no da soja, ligado a problemas nas safras do hemisfério Sul. Ocorreu quebra da safra de soja na Argentina e decepção em relação à brasileira.

No caso do milho no Brasil, diz Franklin, "a quebra da safrinha foi muito expressiva - a expectativa era de 57 milhões de toneladas e deve ser em torno de 48 milhões".

Como resultado, prossegue o analista, o milho vem sendo negociado no mercado doméstico com prêmio de 50% em relação a Chicago. Ele prevê que a partir de junho a pressão cairá, mas o preço não vai se regularizar. "Um ágio, em nível menor, deve se manter por mais um ano, e só vai voltar ao normal na safrinha de 2017".

Segundo Franklin, "o problema hoje não é comprar milho a qualquer preço, é achar milho para comprar". A alta dos grãos eleva o preço da ração e afeta as aves, bovinos e suínos.

O relativo otimismo do gestor para 2017 baseia-se em parte nos prognósticos para safra norte-americana de grãos. O clima seco tem permitido um plantio acelerado, o que diminui os riscos do ciclo de produção, e relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que a qualidade da lavoura, tanto no caso da soja quanto do milho, é muito boa.

Adicionalmente, os preços altos dos grãos no mercado brasileiro podem estimular o plantio, embora, neste caso, Franklin ressalve que a quebra de safras recentes descapitalizou o setor.

Outro fator que pode ter contribuído para a alta recente dos grãos, segundo o economista, é o aumento das importações pela China. Quanto a questões climáticas, ele diz que a discussão atual sobre uma possível La Niña (resfriamento das águas do Pacífico na costa da América do Sul) aponta que o fenômeno aconteceria mais no final do ano, e não prejudicaria a safra americana de 2016/2017.

Em resumo, Franklin diz que "em termos de preços de grãos, o estrago está feito, e os preços tendem a se manter ou até cair, se o mercado se reequilibrar". Ele nota que o milho no mercado nacional, cuja saca fechou ontem a R$ 53,20, tem seu contrato para setembro na BM&F negociado a R$ 43,30. "Os preços dos alimentos devem puxar a inflação este ano e abrir espaço para desinflacionar em 2017", conclui Franklin.

Alexandre Ázara, economista-chefe da gestora Mauá Capital, considera que os alimentos, por serem movidos por componentes sazonais e climáticos, não mudam as projeções de longo prazo da inflação. "Minha projeção para este ano é de 6,8%, mas, mesmo supondo que vá a 7%, isto não muda o fato de que a inflação tem tudo para ficar entre 5% e 5,5% em 2017", ele diz.

Já Alexandre Póvoa, sócio-fundador gestora Canepa, preocupa-se com a corrente de mercado que ele considera excessivamente otimista quanto à capacidade de o Banco Central cortar juros no curtíssimo prazo. O analista acha que a inércia inflacionária, reforçada pelos erros dos últimos anos da política monetária e fiscal, afeta mesmo o preço dos alimentos.

"É claro que tem muito a ver com clima e outros fatores, mas se a demanda estivesse comandando a história, numa recessão desta magnitude haveria menor capacidade de repassar, mesmo com os choques de oferta". ([email protected])
Fernando Dantas é jornalista do Broadcast

07/06/2016

FERNANDO DANTAS: ALIMENTOS PRESSIONAM, MAS NÃO DEVEM MUDAR PLANOS DO BC

06/05/2016

Por outro lado, Marco Franklin, sócio da gestora Platina Investimentos, observa que há um conjunto de fatores que podem puxar para cima a inflação este ano, mas dar um alívio em 2017 - um cenário que seria compatível com o início de afrouxamento monetário em 2016, se não fosse pelo aspecto constrangedor descrito acima, num momento em que o novo Copom deveria estabelecer suas credenciais de credibilidade.
Franklin lista como fatores altistas este ano aumentos de impostos nas esferas federal e estadual; e questões ligadas a clima e safras que puxam para cima milho, soja e açúcar e, indiretamente, via preço dos grãos, as rações animais. Em 2017, a sua análise indica que essas pressões devem se abrandar. Uma mudança de metodologia no preço de mão de obra doméstica e para reparos domésticos, vinculando-as ao salário mínimo, também deve ter o mesmo efeito altista este ano e de algum alívio no próximo.
Assim, desenha-se um cenário no qual talvez o momento mais difícil para o novo Copom seja justamente a hora da largada. Será preciso administrar, de um lado, as expectativas de queda do juro básico diante da monumental recessão e dos níveis elevados de juros reais que a prevista queda de inflação produziria diante do atual patamar da taxa básica. E, do outro, a construção da credibilidade da nova equipe no comando da política monetária, diante de um possível ciclo de relaxamento monetário que se iniciaria com condições formais do sistema de metas apontando para, no mínimo, estabilidade da Selic. Se conseguirem dar este nó em pingo d'água inicial, o novo presidente do BC e os auxiliares que convocar têm chances de chegar em 2017 com uma situação de jogo mais favorável.

"O país está paralisado, o governo não consegue dar as cartas, não consegue aprovar nada. Quando e se vier um novo presi...
18/04/2016

"O país está paralisado, o governo não consegue dar as cartas, não consegue aprovar nada. Quando e se vier um novo presidente, o governo deve ter mais possibilidade de organizar medidas", aponta Franklin.

Economistas avaliam que Selic deve continuar em 14,25% ao ano pela sexta reunião consecutiva

08/03/2016

Os próximos meses de Março e Abril terão uma inflação muito baixa comparada ao ano anterior(2015) .

Isso em função:

1) da queda da energia elétrica e

2) da queda do dólar.

Isso tudo somado ao período em que começa a ser colhida a safra de grãos brasileira.

Em função dessas premissas, podemos afirmar que a inflação de alimentos deverá desacelerar de maneira muito forte nos próximos 2 meses(Março e Abril).

23/02/2016

"Inflação acelera na prévia de Fevereiro"

7 dos 8 indicadores/núcleos que a Platina Investimentos acompanha regularmente subiram em relação ao IPCA/janeiro. Destaques de alta: Preços livre, Serviços ex Passagens aereas etc.

Conclusão: Inflação continua resistente.

17/02/2016

Franklin: "Diante do descontrole fiscal, o gestor acha mais provável que o real continue se depreciando, o que deve reforçar a pressão inflacionária para 2017"

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