22/06/2026
Uma das partes mais difíceis de investir não é comprar quando todos estão com medo.
É deixar de comprar quando todos estão eufóricos.
Em 2008, o mercado brasileiro vivia uma verdadeira febre. Era a época do pré-sal, da ascensão de Eike Batista e da sensação de que o Brasil havia encontrado uma fórmula permanente de crescimento.
Petrobras negociava perto de R$ 55. Fundos concentrados em uma única ação eram distribuídos pelos bancos. Quase ninguém questionava os preços. A única preocupação era não f**ar de fora.
Mas existe um problema: quando os preços sobem muito, as oportunidades desaparecem.
Para um investidor focado em valor, chega um momento em que o caixa começa a parecer mais atraente do que os ativos disponíveis. Não porque ele sabe quando a crise vai acontecer, mas porque simplesmente não encontra mais barganhas.
E essa postura costuma ser desconfortável.
Os clientes perguntam por que você não está comprando o ativo da moda. Os amigos parecem ganhar dinheiro mais rápido. O mercado inteiro parece estar dizendo que você está errado.
Até que o ciclo muda.
A grande lição de 2008 talvez seja essa: o maior risco raramente aparece quando as pessoas estão com medo. Ele costuma aparecer quando ninguém mais consegue enxergar risco algum.
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