13/05/2026
BBAS3 | Banco do Brasil — Resultado 1T26
O resultado do primeiro trimestre veio fraco, sem surpresa. Lucro ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 53,5% na comparação anual, com ROE caindo para 7,3%. O guidance para 2026 foi revisado de R$ 27 bilhões para R$ 18–22 bilhões, refletindo o impacto ainda presente da inadimplência no agronegócio.
O número parece assustador, mas o mercado já vinha precificando exatamente esse cenário ao longo dos últimos meses. A ação acumula queda relevante e os múltiplos atuais já embutem boa parte desse pessimismo.
Com o novo guidance, o papel negocia entre 5,4x e 6,6x o lucro projetado para 2026, com Earning Yield entre 15% e 18,5% e Dividend Yield estimado entre 4,5% e 5,5%. O P/VP segue em 0,63x, abaixo do patrimônio contábil.
A Margem Financeira Bruta cresceu 14,8% na comparação anual e a carteira de crédito avançou 2,2%, com destaque para o consignado. O capital regulatório segue sólido, com Basileia em 14,2%.
O ponto de atenção continua sendo a velocidade de normalização do crédito rural. Se o agro entregar recuperação na segunda metade do ano, como o banco projeta, o valuation atual é bastante descontado para o perfil do papel.
Seguimos com a recomendação. A tese não mudou.
Cristiane Fensterseifer, CNPI, CGA, consultora
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