25/07/2023
Durante a Segunda Guerra Mundial, a prata foi realmente utilizada em larga escala no Projeto Manhattan, que era o programa de pesquisa e desenvolvimento dos Estados Unidos responsável pela criação das primeiras armas nucleares. O motivo para o uso da prata estava na necessidade de produzir grandes quantidades de isótopos de urânio-235, que é o isótopo físsil do urânio usado em armas nucleares e reatores nucleares.
A produção de urânio-235 envolve um processo de difusão gasosa para separar o urânio-235 do urânio-238. O urânio é convertido em hexafluoreto de urânio (UF6), que é então aquecido para se tornar um gás. O gás é então forçado através de uma série de barreiras porosas, que separam o isótopo mais leve, urânio-235, do mais pesado, urânio-238.
Para realizar este processo em grande escala, foram necessárias enormes quantidades de "bobinas de difusão" para formar as barreiras porosas. Essas bobinas foram feitas de prata, porque a prata não reage com o UF6 e tem excelentes propriedades de condução de calor e eletricidade.
Na verdade, aproximadamente 14.700 toneladas de prata do Tesouro dos Estados Unidos foram usadas para a produção dessas bobinas. A prata foi emprestada ao Projeto Manhattan e, após o final da guerra, foi gradualmente devolvida ao Tesouro após ser meticulosamente limpa e purificada.