01/01/2023
Minha Leitura dos Búzios para o ano de 2023
Ṣàngó: Uma nova perspectiva se abre com o controle da pandemia, com o início de um novo período de estabilidade na área da saúde.
Ainda haverá perdas, mas em uma menor proporção, tendendo ao controle e manutenção sobre novas variantes.
Com relação a perdas, Ṣàngó informa que uma pessoa comoverá o mundo e será um marco, um símbolo, de mudança de consciência na humanidade.
(Não costumo consultar perdas de vida, nesse caso, foi informação direta de Ṣàngó, sem, entretanto, mencionar nome.)
Egúngún (Ancestralidade): Nossos ancestrais clamam por respeito.
Vivemos em um período de valores subjetivos e sem sustentação, tudo acontece do nada e termina da mesma forma. Não há fundamentos, sustentação, nem sequência Futura.
Nossos ancestrais não são mais lembrados, assim como os que hoje caminham não deixarão suas pegadas sobre a terra. Uma árvore sem raízes não dará bons frutos e esses frutos não terão suas sementes germinadas, o fim será um nada.
No respeito que se fundamenta a existência, a continuidade, a razão da existência e a base da continuidade.
Ọya: (Deu continuidade a mensagem ancestral, um verdadeiro ìtàn - grifo meu.)
Uma grande árvore, a primeira árvore, cresceu imponente e seus frutos continham As Sementes da Vida, e como toda árvore não guardou para si seus frutos que liberava as suas sementes para serem sopradas e levadas pelos ventos aos quatro cantos do mundo.
Suas sementes geraram novas árvores que produziram seus frutos com as Sementes da Vida assim como a árvore primordial, e assim seus frutos também deram suas Sementes para que os ventos se encarregassem de levar também suas próprias Sementes para outros cantos.
Isso aconteceu muitas vezes seguidas, repetidas e vezes, mas, a medida que as Sementes atingiram longas distâncias acabaram por caírem em solos pouco férteis e germinando árvores diversas. Umas mantiveram seus frutos com as Sementes da Vida, como a árvore primordial. Outras passaram a Gerar poucos frutos, frutos com poucas Sementes, e por fim, outras não deram frutos. Assim surgiram várias árvores em todos ou quase todos os lugares. Umas árvores agradeceram por terem crescidos em bom solo e dado frutos como a árvore de onde vieram, outras agradeceram por crescerem mesmo sem ter dado frutos, outras não agradeceram, e reclamaram por toda sua existência por serem diferentes das outras árvores praguejando sua origem.
Como podemos ser diferentes e não agradecermos por sermos uma Semente que germinou com o dom da vida, como podemos menosprezar, sentir inveja, raiva, das outras árvores diferentes que dão frutos, que dão poucos ou que não dão frutos, e até passaram a dar seus próprios frutos diversos da árvore primordial.
Como podemos ser desrespeitosos com os outros diferentes se todos temos uma origem única, podemos ser diferentes, diversos, mas somos Sementes que germinaram e que levamos dentro de nós, a Semente Única do Dom da Vida, da Dádiva da Existência e fertilizada em solo do respeito, que espalha o respeito pelos quatro cantos do mundo e torna o mundo fértil para todas as árvores que irão germinar através da Semente da Vida.
Ìyàmi Oṣórongạ́: Como grandes mães protetoras de seus filhos, informam que esse ano será um ano de dificuldades não reveladas mais sentidas.
Não devemos ficar por conta de nossos caminhos conhecidos, devemos procurar assim prover em outras áreas, devemos fazer com os caçadores, abrir novos caminhos com novas possibilidades de poder encontrar mais caças.
Óṣòósì: Ano de muita diversidade, de muitas energias conflitantes.
Devemos ficar sempre atentos, e a um passo à frente, para continuarmos sendo caçadores não presas . Devemos, entretanto, nos lembrar que todos necessitam de provisão, a caça sem desperdício gera fartura e saciedade.
Pense em quem está ao seu lado, pois amanhã ele poderá ser o caçador da sua comunidade.
Paulo de Óṣòósì Ifádáre Odẹọkàn
Ilé Tẹ̀mí Yíó Gbà Àṣẹ
Diretos Autorais
Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
(Autorizado o compartilhamento mencionando-se o autor)