28/07/2026
Quintal, roçado, feira, tabuleiro, terreiro e cozinha comunitária aparecem como territorialidades alimentares vivas, espaços de criação de saberes emancipatórios. A mesa passa por soberania e segurança alimentar, economia popular, práticas agrícolas tradicionais e religiosidades de matriz africana, além da memória e da transmissão de conhecimentos por via da oralidade.
Também entram em pauta os processos contemporâneos de apagamento, mercantilização e criminalização das práticas alimentares negras, e as estratégias coletivas de preservação, reinvenção e afirmação desses saberes diante das violências coloniais e neoliberais. Ao deslocar a comida do lugar de objeto para o de território, a mesa se soma ao fortalecimento de perspectivas comprometidas com a justiça racial, a democracia e a valorização dos saberes afrodiaspóricos como fundamentos para outros mundos possíveis.
📍 A1 58/41, BSA Norte, UnB
🗓️ 29.07.2026, 16h30