15/09/2026
Conclusão
A eleição presidencial de 2026 entrou em sua fase decisiva sem favorito claro. Lula mantém a vantagem mais consistente no primeiro turno, com estimativa ajustada de 39,7% contra 35,8% de Flávio Bolsonaro, mas essa liderança praticamente desaparece quando a disputa é projetada para o segundo turno.
O modelo atualizado aponta 48,9% de probabilidade de vitória para Flávio Bolsonaro e 47,7% para Lula, com apenas 3,4% distribuídos entre os demais candidatos. A diferença de 1,2 p.p. é pequena demais para representar vantagem estatisticamente relevante. A leitura correta é de empate técnico probabilístico, com viés marginal para Flávio.
O principal problema de Lula é sua dificuldade de expansão. Ele chega ao segundo turno na frente, mas parte significativa do eleitorado dos demais candidatos parece mais acessível ao campo anti-Lula. Flávio, por sua vez, enfrenta rejeição igualmente elevada e riscos jurídicos e reputacionais ligados ao caso Dark Horse/Master. Até agora, porém, as pesquisas posteriores às revelações não mostram dano eleitoral relevante.
A disputa provavelmente será decidida menos pela capacidade de mobilizar as bases — que já estão bastante consolidadas — e mais por três grupos: eleitores de Cury e dos demais candidatos, indecisos e eleitores que hoje rejeitam simultaneamente Lula e Flávio.
Placar do modelo em 14/09
1º turno: Lula 39,7% × 35,8% Flávio
2º turno latente: Flávio 50,1% × 49,9% Lula
Chance de ser presidente: Flávio 48,9% × 47,7% Lula
Chance de segundo turno: aproximadamente 96%
Diagnóstico: eleição completamente aberta. Flávio Bolsonaro assume pela primeira vez uma vantagem marginal no modelo, mas não há evidência suficiente para classificá-lo como favorito estatisticamente sólido. Neste momento, uma única rodada de pesquisas de boa qualidade — ou um evento político com impacto real sobre eleitores moderados — é suficiente para inverter novamente a liderança.