Mesmo nutrindo diferentes preferências políticas ou partidárias, estamos unidos pela defesa da democracia e da legalidade no Brasil. Lamentavelmente, mais uma vez na nossa história, a parte privilegiada da sociedade - donxs da grande mídia, empresárixs, banqueirxs, fazendeirxs, altxs servidorxs da justiça, parlamentares ultra-conservadorxs - une-se para golpear nossa DEMOCRACIA conquistada com san
gue e luta. Durante quatorze anos, nos governos Lula e Dilma (PT), o país viveu importantes transformações sociais. Um grande segmento da nossa sociedade, sempre ignorado e excluído dos projetos dos governos anteriores, passou a ter voz e parte de suas reinvindicações atendidas por meio de secretarias especiais e de projetos de lei de ações inclusivas, participativas e afirmativas dirigidas à remanescentes indígenas e quilombolas, LGBT's, mulheres, trabalhadorxs rurais, das favelas e periferias, negrxs, estudantes pobres, entre outros. Investimentos públicos nas áreas da saúde e educação foram realizados. A implementação do Projeto Mais Médicos, da Lei de Cotas, do FIES, do Ciência Sem Fronteiras, do Pronatec, a construção de mais universidades públicas e escolas técnicas possibilitou que milhões de pessoas pobres e de classe média baixa fossem incluídas na sociedade brasileira, a caminho da cidadania plena. A correção anual e sucessiva do salário mínimo, o Bolsa-Família que garante renda mínima às populações mais vulneráveis, o registro em cartório da união entre pares homoafetivos, o reconhecimento do nome social e de identidade de gênero para travestis e transsexuais na administração pública, o reconhecimento legal do trabalho doméstico como profissão, entre inúmeras outras, foram conquistas das lutas dos movimentos sociais e da sociedade civil, implementadas durante os quatro mandatos de governo Lula e Dilma, apesar do constante boicote de grupos da oposição de direita e das insistentes campanhas para desacreditá-los e demonizá-los. Reeleita democraticamente em 2014, com 54 milhões de votos, a presidenta Dilma Rousseff (PT) vem enfrentando um parlamento majoritariamente ultra-conservador, homofóbico, misógino, racista e neo-fascista, financiado pelo grande capital, que ataca os direitos da classe trabalhadora e das minorias e “maiorias excluídas”. Tal parlamento, em conspiração com o vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB) - citado nas investigações da Polícia Federal por crime de corrupção - seu parceiro de partido Eduardo Cunha - atual presidente da Congresso Nacional, inúmeras vezes indiciado por corrupção pela Procuradoria-Geral da República – e o partido do candidato derrotado por Rousseff, o PSDB, tramam o impeachment da presidenta democraticamente eleita. Trata-se de um GOLPE PARLAMENTAR, já que não há base legal que comprove o alegado “crime de responsabilidade” da presidenta. As corporações midiáticas brasileiras, com destaque à corporação Globo, têm propagado um discurso de ódio a um projeto de Brasil inclusivo, identificado primariamente com o PT, mas também com todo e qualquer adepto da esquerda, estimulando o ódio classista, racista, machista e LGBT-fóbico, historicamente enraizado na sociedade brasileira. Esse discurso - e as políticas para as quais aponta - deve ser interrompido e revertido. Os movimentos sociais e a sociedade civil organizada no Brasil e no exterior estão em constante mobilização nas ruas pela defesa da democracia, apontando também o caráter misógino dos ataques à presidenta, o qual REPUDIAMOS veementemente, ataques estes que têm sido cotidianos na mídia hegemônica, nas ruas e no parlamento. RECHAÇAMOS as manobras contra a Constituição e a execrável tentativa de golpe parlamentar contra o Estado Democrático de Direito no Brasil! Os conspiradores não tem legitimidade para passar por cima dos 54 milhões de votos que elegeram a presidenta. Políticos, personalidades e a grande mídia estrangeira também estão denunciando a gravidade do momento político no Brasil, revelando seu caráter antidemocrático e golpista. Exigimos instituições idôneas, democráticas e verdadeiramente representativas de todo o povo brasileiro. Sim à continuidade e ao aprofundamento das políticas sociais e trabalhistas inclusivas! Sim à mudança imediata da política econômica neo-liberal do governo em prol de uma política de desenvolvimento social não-privatista, humanizada e participativa! Sim à sociedade justa, igualitária e de bem-estar social para todxs!
& Respeito à Democracia!