27/10/2021
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Estimados Cidadãos.
Saudações
Queremos convidar-lhes a seguinte reflexão.
Hoje somos das piores economias africanas, mundiais e somos orgulhosamente um dos, se não mesmo o país menos inovador do mundo. Porém, o mundo sabe que um dia já tivemos o maior crescimento económico de África e o 2º do mundo, sabe que já fomos o 2º maior exportador de sisal, o 1º exportador de carne bovina, já tivemos a maior fábrica de pneus de África e que já tivemos grandes fábricas pelo país.
Além das questões de administração pública, políticas e governamentais e da queda do preço do barril de petróleo, quais as razões deste declínio económico?
R: Este declínio económico deve-se à falta de patriotismo e a crença no que é nacional que reina nas mentes de muitos de nós que se dizem ser angolanos, não acreditamos no nosso potencial; temos algum dinheiro e queremos investir nas economias dos outros, enriquecendo as suas nações. Muitos ainda acreditam que só no exterior se pode criar riqueza, que só no exterior se pode produzir e transformar, só no exterior se pode agregar valor aos produtos, só no exterior pode-se valorizar os imóveis e a arquitetura, só no exterior a tecnologia pode ser desenvolvida, só no exterior podem nascer boas ideias, só no exterior podem se fazer grandes empresas. Refiro-me a todos os níveis económicos, desde os pequenos aos grandes investidores, temos que ser mais nacionalistas e devemos passar a priorizar o que é nacional. Temos um pouquinho de dinheiro e já queremos mandar ao exterior para se criar riqueza lá fora, o que muitos não sabem é que o europeu, o americano e o asiático, não são nenhuns tolos ao ponto de deixar um angolano enriquecer na terra deles como se fosse sua, independentemente do montante que investires, eles são muito mais espertos do que os pretos traidores da pátria.
Não estamos a dizer que não se deve investir no exterior, estamos a dizer que se deve prioritariamente alavancar a nossa economia e só depois, com o excedente investir nas economias dos outros.
Bilionários como Mark Zuckerberg, Bill gates, Warren Buffett, Lary page, Amancio Ortega, Jeff Bezos, Jack Ma, Bernard Arnault, George Soros, e muito mais, não são tão leigos ao ponto de sonharem em tornarem-se ricos investindo nas economias externas, eles sempre souberam que só podiam verdadeiramente criar riqueza no país deles e só depois, com o excedente investiriam também nas outras economias a título de diversificação.
Mas nós, como somos vazios em matéria de economia, gestão, finanças, investimento, empreendedorismo, patriotismo e nacionalismo, vivemos “trocando os pés pelas mãos”, como diz o meu pai, ou seja vivemos fazendo o inverso das coisas. Queremos apenas consumir os produtos dos outros sem ter algo a oferecer à eles, por esta razão a nossa moeda não vale nada ao lado das outras grandes moedas, porque somos mais consumidores do que produtores e criadores de riqueza, se tivermos uma capacidade de criação de riqueza equiparada a dos outros, certamente teríamos a nossa moeda equiparada à eles também e não pagaríamos tão caro pelos seus produtos, ou seja, não teríamos uma economia de joelhos, porque estaríamos em condições de dar também ao invés de apenas receber, teríamos como exportar também produtos acabados e com valor agregado ao invés de só importar, estranhar e envaidecer-se com a produção dos outros( iPhone, Mercedes, Toyota, Facebook, Gucci). Tudo isso é a produção dos outros e seria justo termos uma contrapartida a altura para que pudéssemos fazer trocas justas.
Queremos que saibam que, independentemente das políticas a serem adoptadas pelo estado, enquanto não desenvolvermos o espírito nacionalista e patriota, e passarmos a acreditar e investir na nossa capacidade interna, nunca deixaremos de ter uma economia de joelhos (rastos), e não há decreto presidencial, não há lei, não há política, não há ministros que poderão mudar isso, pois o que nos falta é o fundamental, nos falta a nacionalidade espiritual, nos falta a vontade de fazer para nós e por nós, e só depois para os outros. Fique esperto, primeiro a sua economia e depois a dos outros.
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Muito obrigado!
Juntos por uma Angola melhor.
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